sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Violência ao Volante...


A Sociedade exibe comportamentos antagônicos e estranhos. Abomina a violência e a competição nas ruas envolvendo nosso trânsito. A propaganda ecoa os sonhos e fantasias dos consumidores. Em recente comercial de veículo, fabricante veicula de maneira clara o imaginário masculino de virilidade e poder de sedução frente as mulheres. Veículo veloz, resistente e cavalo de aço para um ator de filmes violentos. A mocinha assiste feliz o brutamontes espancar os adversários. Todos os signos e esteriótipos da sociedade moderna. Poder, beleza, violência e sedução. Adolescentes, em formação de caráter e ética no comportamento social, almejam aquele carro, aquela moça, aquele poder de violentamente acabar com o inimigo, seu colega motorista. O mesmo Governo que cobra impostos com a indústria automobilística, gasta depois nosso dinheiro em campanhas de não violência e respeito às velocidades permitidas. Como tentar educar um jovem para se comportar civilizadamente no trânsito, se a mídia poderosa bombardeia com valores dúbios e perigosos ? - O "Glamour" da velocidade e da virilidade desvirtuada, desbota nas estatísticas de morte nas ruas e estradas. Ainda está em tempo de fazer um Gol brilhante, o Gol da responsabilidade social perante a Sociedade e nossos Adolescentes.



3 comentários:

  1. Bela crônica.
    é isso aí! As estatísticas que apontam para o jovem ( fixa etária de 16 a 29 ) como a maior vítima de acidentes de trânsito,provavelmente disconsideram os fatores agravantes que somam para os altos índices de acidentes em nossas vias, quer seja urbana ou rodovias estaduais e federais, e, isto apontado por sua crônica, não tenha dúvidas, é um dos fatores agravantes. Eu meu trabalho como taxista, tive a infeliz oportunidade, ao longo de 11 anos, de ver de perto a dor de parentes e amigos que perderam alguém num acidente de trânsito - é tocante!
    Um dia, Senhor Márcio, teremos como lidar com táis questões, tão complexas e ao mesmo tempo simples de se observar, e, então, encontrar soluções, pelo bem de nossa qualidade de vida.
    Infelizmente os jovens ( meu filho/enteado tem 27 anos ), em todos os níveis sociais, são a parte mais frágil desta nossa sociedade "capetalista" - como dizia o saudoso poeta "Gentileza".

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  2. Ao meu ver, a melhor solução é ensinar aos jovens a assumir uma postura crítica em relação ao que lhe é ofertado como informação, mostrando a ele que as propagandas principalmente, tem um objetivo em específico (vender um produto)e que em razão disso, muitas vezes deixam de lado o compromisso ético que deveriam ter com a sociedade... Missão para pais, professores, amigos, escritores, enfim, educadores...

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  3. Mais uma vez acertou em cheio! Parabéns!

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Agradeço comentários e opiniões.
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