quarta-feira, 2 de março de 2011

Educação Financeira nas Escolas...

A sociedade brasileira e os setores da educação debatem e procuram melhorar os caminhos da formação das nossas crianças e jovens. A propaganda bombardeia o cidadão incitando-o ao consumo, na televisão, nas mensagens e opções dos caixas dos bancos, oferecendo empréstimos de todo tipo, nos jornais e em todos os veículos de comunicação. Uma nação rica possui, como um dos pilares, a capacidade de poupar, organizar-se para o futuro do consumo consciente. As escolas precisam melhorar na Educação Financeira dos adultos de amanhã. Ensinar a importância dos pequenos valores, que no tempo aplicado gera riquezas, na confecção de planilhas onde pode-se captar se estamos exagerando nos gastos, ou mesmo percebendo, na ponta do lápis, que gastando mais do que se ganha é o caminho mais rápido para o endividamento. Quando somos jovens, gastar representa o prazer imediato. Afinal, temos todo tempo do mundo. Tempo que vai acabando como a areia na ampuleta. Assim, quanto mais jovem entendermos que podemos, com pequenas quantias mensais, poupanças conscientes, planejar um futuro forte e seguro, melhor. Parece que por muitos anos era um tanto vergonhoso falar de dinheiro com as crianças. Menos nobre. Criou-se uma geração, ou várias, de consumidores compulsivos. Incapazes de adiar um consumo imediato, visando um projeto futuro plenamente alcançável e de sucesso. Educação Financeira nas Escolas, instrumento de desenvolvimento de uma nação, privilegiando uma mentalidade capitalista com segurança, conforto e felicidade.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lixo Tecnológico...

Procurando fazer uma limpeza geral no meu apartamento, visando uma reforma em breve, encontrei muita dificuldade em descartar meu Lixo Tecnológico (Disquetes antigos, Drives estragados, etc...). Entrei no site da Comlurb, telefonei, tudo em vão. Minha consciência ecológica faz com que permaneça com um Entulho Tecnológico em minha casa sem solução. O assunto é de interesse nacional e tão importante em época de Aquecimento Global e atitudes de cidadania, palavra que em sua dimensão maior ganha relevância frente à tímida atitude dos órgãos que deveriam zelar pela saúde do Meio Ambiente. Tecnologia é progresso. Lixo Tecnológico deveria ser solução na reciclagem e no descarte correto. Ao alcance do cidadão comum, nas ruas, nos bairros. Sem estímulo, educação e presença dos gestores do lixo, a tentação é enorme de descartar no lixo comum. Nosso Planeta Azul merece este carinho.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu vou de Táxi...

O cidadão sintonizado com a atualidade e em parceria com o que as autoridades apregoam, procura deixar seu automóvel em casa e busca alternativas para seu deslocamento. Ao me deslocar de um bairro para o outro, na zona sul carioca, fiz sinal para um táxi em Botafogo. Como de hábito, ao entrar no veículo, perguntei o nome do motorista e fiquei apavorado quando notei seu total estado alterado, por álcool ou drogas, não permitindo pronunciar seu nome corretamente. Imediatamente, antes do veículo arrancar, abrí a porta e desejei que seguisse com Deus, única atitude naquele momento de incredulidade. Já na calçada e arrependido de deixar meu carro na garagem, refletí na possibilidade do passageiro ser um idoso, um adolescente ou cidadão sem meu reflexo imediato de deixar o veículo conduzido por um motorista dito Profissional. Já lí nos jornais algumas reclamações de leitores que relatam que a lei seca não fiscaliza os Táxis. Sou favorável que a lei seja observada por todos os motoristas, indistintamente, punidos exemplarmente quando em delito. O Cidadão consciente espera responsabilidade de todos no sentido de poder confiar a sua integridade e de seus familiares nestes prestadores de serviços. Como em toda classe profissional, também sou testemunho de zelo e carinho para com seus passageiros, como no caso de transporte da minha mãe, 85 anos, em que o motorista deixou o volante e ajudou-a a sair do carro. Mais uma vez ressalta-se a importância da fiscalização séria, sem corrupção, das nossas autoridades de trânsito. Afinal, gestores do poder público também tem familiares e a roleta está nas ruas...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fantasmas do Passado...


Os mais jovens não sentiram na pele o autoritarismo e a impossibilidade de expressar livremente as suas convicções políticas e sociais. Nasceram em País Globalizado, Internet Livre e Imprensa não tutelada. Os mais velhos vivenciaram o sofrimento de uma geração com medo de exercer sua cidadania. Muitos alcançaram, como os novos ricos de hoje, bens materiais, os mesmos que tornam o atual governo quase uma unanimidade. Um carro novo, geladeira, televisão à cores, mas também um nó na garganta vendo e sabendo de amigos e pessoas contrárias ao poder vigente sendo abatido, sumido e levando choques nas partes íntimas. Nenhuma novidade, mesmo para o jovem de hoje antenado e que estudou o passado recente do nosso País. Hoje nos aterrorizamos com talibãs, terroristas e ditadores de todos os tons e agradecemos por muitos que lutaram e perderam até a vida por um ideal. A Liberdade de Expressão, de maneira educada,mas na certeza de ser respeitado na divercidade de opiniões. Pode até ser o famoso "Gato Escaldado tendo medo de água fria", mas não quero ver nossa sociedade novamente em tempos sombrios. O Presidente desta República, seja lá quem o povo escolher pelo voto soberano, não pode ter medo do debate sério e livre. Os Fantasmas do Passado não podem se animar com postura soberba de um mandatário no auge da sua popularidade. Vaidade pessoal e sedução pelo poder, jamais constou do cardápio de verdadeiros estadistas. Pão e Circo, todos gostamos, mas a índole democrática que o povo brasileiro tão bem soube preservar corre perigo nestes arroubos de prepotência e soberba. Como cidadão brasileiro aceito até as derrotas políticas, mas tenho calafrios em imaginar qualquer Lei da Mordaça no mais humilde filho desta Pátria. Fantasmas não governam uma nação, mas estão aí para que não nos esqueçamos que quanto mais unãnimes, mais humildes devemos ser. Brasil, economia forte e emergente, mas com cidadãos livres e sem medo de opinar, discordar, refletir. Acho que chegamos muito longe para aceitarmos retrocessos. Formadores de opinião somos nós, o povo. Presidente deve ser tão somente o guardião destes valores. Nunca a estrela principal. Brasil, um País de todos, inclusive dos que discordam.





sábado, 4 de setembro de 2010

Cadeirinha Veicular Infantil...



A sociedade debate a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para as crianças. Acho importante como segurança adicional, tendo inclusive vivido momento difícil, ocasião em que meu filho pequeno deixou de ser arremessado contra o teto do veículo, ao passar em quebra mola oculto em velocidade, contido pelo cinto da cadeirinha. No entanto, refletindo melhor e observando a falta do produto, devemos imaginar que automóveis são construídos para pessoas. Ter filhos, consequência natural dos proprietários. Cidadãos com filhos criados necessitam levar netos, filhos dos amigos ou o menino do vizinho. Enfim, a solução não é vender cadeirinhas e sim dotar os veículos com o acessório desde a fabricação. Quem precisa usa, os demais deixam fechado no banco traseiro, como os atuais descança braços. Não me venham vender a falácia de que não temos tecnologia para tal, pois embutir uma cadeirinha no banco traseiro não deve ser nada complicado. Assim, atende a todos, inclusive táxis, vans e demais veículos. Claro, os fabricantes de cadeirinhas é que não vão apoiar a idéia. Resolvida a questão, agora é o mais difícil para nossas autoridades; a fiscalização...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Idade do Abandono...



A medicina e os avanços tecnológicos estão proporcionando vivermos mais e melhor. A sociedade brasileira está envelhecendo e as famílias necessitam amparar, cuidar e proporcionar o merecido amor a quem, via de regra, foi incansável na dedicação aos entes queridos. Entretanto, apesar dos impostos pesados arcados por toda a população, na hora de usufruirmos de bons serviços públicos na Terceira Idade, não dispomos de amparo efetivo para idosos que precisam de atendimento especializado, de confiança e competente. Algumas iniciativas como os centros de convivência são interessantes, mas a família que já não pode arcar com os cuidados dentro de casa, por custos elevados e doenças incapacitantes, não encontra no poder público apoio no sentido de Alojamentos Dignos e com preços razoáveis. Mais uma vez os ricos proporcionam conforto e segurança aos seus idosos e os contribuintes ficam sem opção e apoio governamental. Administrar um envelhecimento saudável hoje é garantir nosso próprio futuro.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pátria de Chuteiras...



Hoje observei uma bandeira do Brasil em destaque no edifício central, no centro do Rio de Janeiro. Sonhei acordado com um dia em que os torcedores demonstrassem este patriotismo o ano inteiro, mesmo sem Copa do Mundo. Momentos em que cada brasileiro acreditasse que o time da cidadania pode e deve dar certo. Não pisar na bola da corrupção, driblar a falta de ética. Estou com 53 anos e ainda sonhei vendo aquela bandeira tremular. Hexacampeão da esperança...

Congestionamento Automotivo...



Carros novos nas ruas. Clima de primeiro mundo. Tecnologia embarcada de conforto e segurança. Variedade imensa de marcas e modelos. Aparência de País próspero e sociedade civilizada. Todos parados, engarrafados e poluindo uma barbaridade. Cotidiano de stress, agressividade e desperdício. Milhares de anos de evolução para culminar preso dentro de veículos onde caminhar seria mais rápido e produtivo. Homo Sapiens ?

terça-feira, 16 de março de 2010

Fórmula Indy no Brasil...

Cheguei aos 52 anos assistindo a política dos apadrinhados e nepotismos em todas as áreas do País. Imagino quantos profissionais realmente preparados neste setor de pavimentação querendo trabalhar sério e sem oportunidades. Não importa se em competições ou estradas e avenidas das nossas cidades. Não entendo de asfaltos e pisos, mas sei muito sobre pagar impostos, pedágios e assemelhados. Importante o mundo saber que tipo de Gestores prestigiamos por aqui. Vergonha o ocorrido na Fórmula Indy em São Paulo, não da capacidade brasileira, mas da conduta de não colocar as pessoas certas, nos lugares certos, sem baixa política, sem apadrinhamentos, visando vantagens pessoais. Exemplos não faltam: Moro em Ipanema, Rio de Janeiro. A Avenida Vieira Souto, com sua importância inclusive turística, está acabada com lombadas, asfalto derretido e formando costelas, depressões. Enfim, já quitei a vista meu IPVA de 2010......para as meias e cuecas dos mandatários desta Nação !!!!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cidadão Livre...


A vantagem de viver muito é poder captar rápido as tendências e os perigos de certas políticas "bem intencionadas". Veladamente, de maneira sorrateira, atitudes governamentais tentam impedir reflexões contrárias ao interesse político vigente. Como ser humano tenho muitos medos, o maior deles é não poder expressar-me claramente de maneira ética e civilizada. Estudante nas décadas de 60 e 70, sou de uma geração mutilada em sua capacidade democrática. Pão e Circo sem liberdade é escravidão. Cidadão Livre admira a máxima de Voltaire, escritor e filósofo Francês: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las". Justo, corajoso e progressista. Presidente, destaque-se por seus méritos e nunca calando seus inimigos por postura autoritária. Gestor Global não deve trilhar caminhos sombrios, a nova geração internet possui no sangue o DNA da liberdade e censura nunca foi boa conselheira. A sociedade brasileira não admite retrocessos. Custou sangue, vidas, ideais. Permanecemos alertas...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

País Solidário...


A catástrofe do Haiti motiva ajuda internacional justa e humanitária. O Brasil entrou com um valor global só superado pelos Americanos. Meu pai possui um processo já transitado e julgado que data já em 37 anos tendo como Ré a Caixa Econômica Federal. Embroma daqui, enrola dalí e nada. Amigos ex-Varig aguardam processos semelhantes e muitos leitores deste jornal colecionam decisões jurídicas semelhantes. Ajudar ao próximo é dever moral e respeito entre as nações. Entretanto, devemos saldar as dívidas internas e depois tentar arrumar a casa dos outros. Presidente, este dinheiro é meu, do meu vizinho, do povo. O Haitiano está passando fome, e o brasileiro nada em dinheiro ? - Figurar na imprensa mundial é lindo e politicamente interessante, mas cumprir ações judiciais com os brasileiros não repercute tanto, não é Presidente ? Que Democracia é esta que o poder Judiciário fica refém do poder econômico e dos interesses de estado ? Natural que queiram calar a boca do povo, da imprensa livre e dos meios de comunicação. Pode estragar a festa, certo Presidente ? - Um País de todos, mas mais de alguns privilegiados. Deus proteja o Haiti, mas não nos abandone...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Brasil Moderno


A minha geração vivenciou um País com forte complexo de inferioridade mundial. Tudo que vinha de fora, importado, era melhor e mais sofisticado. O sonho de adolescente era ser americano, alemão ou mesmo estudar e voltar com um diploma conquistado no exterior, abrindo portas diante de gestores também colonizados e deslumbrados. Sobrevivi aos anos e hoje posso perceber um povo mais maduro e consciente do seu valor. Capaz de entender que qualquer nação, civilização, tem seus pontos positivos e negativos. Todos temos brilhantismo e dores de barriga, vitórias e derrotas. Somatórios de acertos e erros de vários presidentes, partidos e cidadãos. A síndrome do vira lata, porém, impõe vícios que temos de nos livrar. Nossa aviação e aeroportos já foram de primeiro mundo, hoje chafurda na lama. Nosso metrô carioca era uma ilha de eficiência e conforto, hoje é uma filial do inferno. Estradas e ruas que invejam o solo lunar. Ferrovias de passageiros enferrujando ao tempo. Hospitais públicos imundos e homicidas. Segurança e educação precários e tantos outros exemplos diariamente ofuscando nosso amor próprio de cidadão. Tudo que funciona bem, encontramos um jeito brasileiro de estragar. Nossos governantes já perceberam que o povo hoje acredita que pode ser estrela mundial, País de primeiro mundo, e precisam ter cuidado com métodos antigos de liderança política. O tumor ainda não explodiu, mas o povão cada vez mais está acreditando que pode deixar de ser o vira lata do Mundo e começa a não aceitar os velhos coronéis das cuecas, meias e panetones. Acautelem-se...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Ironia dos descartáveis...


A minha geração viveu a ilusão dos descartáveis. A modernidade indicava que utensílios de uso único era sinônimo de higiene e praticidade. Lavar copos, pratos e armazenar garrafas para trocar no bar da esquina passava a ser antiquado e retrógrado. Instalou-se uma indústria produtiva que vendia comida rápida, prática e sem o ônus de lavar, secar e guardar. Hoje ainda vivemos esta realidade. Entretanto, todos já percebemos que esta prática inviabiliza o equilíbrio saudável do Planeta. Garrafas Pet circulam nos Oceanos ressaltando a irresponsabilidade da civilização atual. O que era bacana e moderno na minha adolescência, hoje ameaça a Terra de maneira inequívoca. O Glamour dos Descartáveis precisa dar lugar ao reutilizável. Amar seu faqueiro novamente, pendurar sua sacola de compras na área de serviço como ainda está viva na memória dos mais velhos. Modernidade hoje é tentar deixar o mínimo do seu rastro no meio ambiente, procurando preservar uma qualidade de vida aceitável. Desafio hoje para todas as gerações contemporâneas. A ironia dos descartáveis é que um dia, a própria Terra, pode considerá-lo supérfluo e pernicioso. A vida na Terra ainda não é Reciclável...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Cidade Maravilhosa...



Eu fui abençoado por nascer em uma cidade linda. Infância, adolescência e adulto sendo morador da Zona Sul Carioca. Passear por toda cidade, sem selecionar locais perigosos, era rotina adorada por locais e turistas. A barra foi pesando aos poucos. Hoje, o simples desejar pegar o carro ou mesmo de coletivo e rodar pela cidade, remete às manchetes diárias dos jornais com arrastões, tiroteios e lançamento de vítimas no abismo oceânico. Polícia, Estado e Cidadãos impotentes. Marginalidade arrogante e impune. Cidade maravilhosamente perigosa. Viver ou morrer, questão de sorte. PAC: Patético, Assaltado e Carioca. Cristo Redentor, olhais por nós; amém.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Envelhecimento...



Um dia chamei meu pai de velho, irritado com alguma circunstância da vida. Já cansado e doente, olhou para mim e mostrou contrariedade daquela insistência minha e, por extensão, da sociedade. Magoa ser chamado de velho. Como uma peça desgastada de um sistema que não pode parar. Com a arrogância própria da juventude, não captei bem a mensagem naquele momento. Hoje, fui chamado de velho por uma adolescente de 14 anos. Imediatamente, lembrei-me do semblante do meu velho naquela tarde. Inicio a trajetória da peça descartável e incômoda. A verdade é bem outra. Idosos possuem quilometragem na vida. Aprenderam que arrogância cai por terra na primeira esquina, nos embates da vida e no calejar das ilusões. Uma sociedade torna-se sábia quando respeita e cuida bem dos seus velhos. Rabujentos por vezes, irritados quase sempre, mas um baú de vivências e sabedoria. Lição aprendida, meu velho pai. Pode descansar em paz. Ainda tenho de lapidar a arrogância do meu jovem de 18 anos. A adolescente verde ainda entenderá seu pai, neste ciclo infindável de vida e morte.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Metralhadoras do bem...


Hoje, Sábado, 24 de janeiro de 2009 amanhecí ouvindo o matraquear de metralhadoras e fuzis na favela, rotina já macabramente absorvido por moradores relativamente próximos a estas comunidades. Apurando os ouvidos, percebí que o matraquear era de britadeiras moldando o cimento em obras do Metrô e do Pac morro acima. Uma esperança brotou no meu já combalido amor próprio carioca. Como é bom ouvir o matraquear do progresso, o barulho do poder público, tendo como instrumento o meu dinheiro, o nosso dinheiro, de impostos e obrigações tributárias. Quando gestores corretos empreendem, um trator de ordem e civilização abafa a promiscuidade, a bagunça, o abandono social. Metralhadoras e fuzis são substituídos por trabalho, melhoria de vida do cidadão e paz no coração quando percebo obras que servirão ao rico e ao pobre, indistintamente. Como apregoa certo líder mundial, "Nós podemos" também. É só fazer o certo, o correto, a lei imperar. Acordem-me bem cedo, sempre, mas com o matraquear das máquinas, nunca mais com o espocar das metralhadoras e os gritos dos inocentes. Nós também podemos...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Espírito do Natal...



As recordações dos Natais de nossa infância sempre evidenciam a magia da árvore, dos pacotes e da figura do Papai Noel. Presentes, brinquedos longamente sonhados e esperados. Hoje, adultos, podemos entender esta noite mágica para nossos filhos. Entretanto, por muitos anos fui levado pela manada, pela tradição, pelo comércio desenfreado e sem sentido de criar uma lista de nomes e presentes adquiridos em turbilhão de emoções, via de regra com irritação, cansaço e um sentimento de obrigação em presentear. Um ato de amor gostoso que se torna um calvário pela urgência e obrigação do mimo. Resolví radicalizar e coloquei em prática minha revolta particular. De uns dez anos para cá, não compro presente para ninguém e também não compram pra mim. No início foi difícil, choquei muitos parentes e amigos. Hoje, o Natal pra mim representa tão somente abraços, beijos e demonstrações sinceras de carinho. Ficou econômico, confortável e alegre. Não defendo a idéia para todos, afinal o mercado precisa funcionar, mas meu protesto particular não afetará a Economia do País. Aos precipitados que já me julgam insensível, informo que adoro presentear em épocas outras, tipo passar na vitrine em qualquer dia da semana e comprar com calma aquele objeto que é a cara do amigo, ou da mãe, ou do filho, dedicadamente e com amor. Religiosidade à parte, que seu Natal represente pelo menos o momento de olhar nos olhos do seu semelhante e tentar captar-lhe a alma, sem a interferência de um materialismo sem sentido e inócuo. Feliz Natal.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Amigo Motorizado...



O aperfeiçoamento espiritual passa pelo desapego das coisas materiais. Devemos sempre nos apaixonar por pessoas, nunca por máquinas. Entretanto, o que sentir por um companheiro com rodas que te levou para tantos lugares, aventuras e compromissos durante oito longos anos. Testemunhou alegrias, dores e amores ao longo da convivência. Quantos momentos te levou para casa, te acolheu da chuva, em noite onde sua alma estava em frangalhos por um rompimento amoroso ou morte na família. Ocasiões onde todas as pontes humanas de afeto e apoio falharam e o câmbio macio na passagem das marchas, silencioso, te protegeu de alguma loucura. Como tudo na vida, encerrou-se um ciclo. Chegada hora da despedida. Vendido, como nos grandes romances, olhei para o horizonte e não mais voltei o olhar. Sensação estranha de estar deixando um amigo em mãos profissionais que logo o tratará como mais uma mercadoria, objeto de lucro com uma plaquinha de vende-se ao relento na rua. Como na vida, nada como um novo amor. Já está na garagem, mas ainda nos olhamos com uma certa cerimônia, próprio dos inícios de relacionamentos. Confesso que estou feliz com o novo, mas um certo olhar na rua de irmãos mais velhos do meu antigo companheiro, ainda faz vibrar as fibras da saudade. Como a visão do antigo amor humano em nossas relações pessoais. Aí você jura que no futuro tratará uma máquina como deve ser, como máquina. Afinal é, apenas, um conjunto mecânico e inanimado. Claro, até a convivência moldar novamente seu coração e como muitos motoristas fanáticos por seus veículos, batizarem com nomes mimosos seus autos. Automóveis, por vezes, são mais confiáveis que os humanos, mas o calor que emitem são de explosão controlada e nunca de sangue correndo nas veias...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Trabalhadores Brasileiros...



Hoje recebí uma homenagem de pessoas bem simples. Garçons e garçonetes do Beach Sucos, em Ipanema. Simples e autênticos. Trabalhadores brasileiros que com a maior dignidade e dificuldades, galgam o dia a dia com uma valentia digna e exemplar. Com uma simples frase - Nós aquí gostamos do senhor... - coroaram uma vivência pautada pelo respeito, carinho e valores importantes, visto que um simples café da manhã, média com pão na chapa, não daria margens para amizades regadas à gordas gorjetas ou recompensas materiais. Em cada relato de vida, o Garçon que se separou e deve manter sua filha, a outra Garçonete que solteira estuda inglês contando os centavos para melhorar de vida, o rapaz letrado e com leitura que, me servindo café, troca informações e disserta sobre a origem do Universo ou produções cinematográficas, todos com um sonho, uma esperança, um amanhã melhor.
Ao declinarem carinho por um cliente, emolduram a estória triste da mãe que batalha a sobrevivência e não convive com o casal de filhos por mais de um ano, sob os cuidados da mãe lá no Nordeste. Brasileiros, mais do que nunca trabalhadores, mas que me enchem de orgulho quando me cumprimentam pelo bairro. Enquanto isto, pessoas da nossa elite trabalhadora tanto nos envergonham por roubos, falcatruas e mazelas econômicas e políticas. Quem sabe não esteja faltando nossos dirigentes deixarem os Palácios e tomarem uma média com pão no bar da esquina com nossos bravos trabalhadores ?
Uma grande lição de humildade e patriotismo, emanada da base da pirâmide social. Não estão preocupados com a Bolsa ou Taxa Celic e sim com o estômago dos filhos e familiares. Agradeço a homenagem, mas os verdadeiros heróis são vocês que no ato de me servirem o café, tornam-me maior na medida certa da alma brasileira.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Democracia nas Relações Humanas...



A Sociedade Brasileira gosta muito de se julgar democraticamente madura. Fatos recentes na minha vida pessoal e no diagnóstico das notícias atuais, jogam por terra nossa aspiração Democrática. Desde o Vascaíno que assassina o Flamenguista por discordar de uma simples cobrança de penalti, até o Rei do Gueto que não assimilou a vontade de sua namorada. O Católico que não tolera o Protestante, o Cientista que ridiculariza o Místico, o Heterossexual que segrega o Homossexual, o Branco que desdenha do Negro, tantas bobagens que só demonstra nossa incapacidade de aceitar o outro, as idéias divergentes do Mundo e da Realidade. Democracia verdadeira é a capacidade que podemos desenvolver de discordar, mas viver harmoniosamente com o semelhante que, na verdade, não é tão semelhante assim. Muito difícil na prática, não há dúvida. Mas a única saída para sobrevivermos em um Mundo de constantes transformações sociais, políticas e tecnológicas. Na minha vida pessoal, tento sinceramente aceitar e conviver com pessoas diversas, das mais diferentes convicções religiosas, pessoais, éticas e morais. O que não quer dizer que compartilho destas idéias e atitudes, mas não consigo ver como inimigo uma pessoa que tenha fé divergente da minha, em qualquer campo do conhecimento humano. Infelizmente, existem pessoas que acreditam que a sua verdade é a única e tentam impor aos demais, das formas mais violentas até as mais sutis. Democracia é a eterna vigilância quanto as nossas próprias limitações em aceitar um Mundo mais pluralista, portanto mais rico. O que jamais invalida lutarmos por nossas crenças e realizações, conquanto deixemos espaço para nosso vizinho de viagem exercer seu pleno direito de discordar. Quando uma inimizade acontece por opiniões contrárias, fico mais pobre por não visualizar mais a janela do meu amigo. Ser Democrático nas Relações Humanas é trabalhoso, é verdade, mas a única atitude para quem busca a sabedoria da pluralidade entre as pessoas e os povos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Violência ao Volante...


A Sociedade exibe comportamentos antagônicos e estranhos. Abomina a violência e a competição nas ruas envolvendo nosso trânsito. A propaganda ecoa os sonhos e fantasias dos consumidores. Em recente comercial de veículo, fabricante veicula de maneira clara o imaginário masculino de virilidade e poder de sedução frente as mulheres. Veículo veloz, resistente e cavalo de aço para um ator de filmes violentos. A mocinha assiste feliz o brutamontes espancar os adversários. Todos os signos e esteriótipos da sociedade moderna. Poder, beleza, violência e sedução. Adolescentes, em formação de caráter e ética no comportamento social, almejam aquele carro, aquela moça, aquele poder de violentamente acabar com o inimigo, seu colega motorista. O mesmo Governo que cobra impostos com a indústria automobilística, gasta depois nosso dinheiro em campanhas de não violência e respeito às velocidades permitidas. Como tentar educar um jovem para se comportar civilizadamente no trânsito, se a mídia poderosa bombardeia com valores dúbios e perigosos ? - O "Glamour" da velocidade e da virilidade desvirtuada, desbota nas estatísticas de morte nas ruas e estradas. Ainda está em tempo de fazer um Gol brilhante, o Gol da responsabilidade social perante a Sociedade e nossos Adolescentes.