quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Contradição da Rio+20...

O maior objetivo da Rio +20 é concientizar as pessoas da importância de se preservar os recursos naturais do nosso planeta. O automóvel é um predador exemplar na sua formidável capacidade de poluir, consumir combustíveis fósseis e engarrafar o trânsito nas grandes cidades. Não seria uma oportunidade ímpar destes comboios presidenciais utilizarem carros de baixa cilindrada e consumindo combustíveis renováveis ? Na prática, carrões luxuosos, de alta performance e gastões do precioso e nefasto petróleo. Mas claro, a vaidade humana não permitirá pessoas tão nobres e importantes se deslocarem em carros 1.0 e gastando etanol, por exemplo. Não fica bem. Isto é para o populacho. Não pra mim que sou sangue azul. Por estas e outras é que não acredito em resultados práticos. Mas que muitos estão se projetando politicamente e ganhando dinheiro com a idéia verde e a ingenuidade das pessoas, fica notório. E a pobre Terra girando aguardando o homem tomar juízo....


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Árvore em Ipanema...

Um morador de Ipanema, zona sul carioca, resolveu "adotar" uma árvore em frente ao número 180 da Rua Visconde de Pirajá. Limpou, cercou com bambú natural e contribuiu para o belo visual da calçada em frente ao Prédio, na omissão clara da manutenção à cargo da prefeitura. Não satisfeito, afixou placa ensinando cidadania: "Não sou lixeira e não fumo" - Apesar de triste por não testemunhar o emprego correto dos meus impostos, admiro a ação ecológica e autruísta do meu vizinho. Válido mostrar com realizações particulares concretas, o que deveria ser corriqueiro na administração da coisa pública.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Ciclovias no Rio de Janeiro...

Gostaria muito de transitar pela cidade de bicicleta e não só como lazer. Entretanto, só sinto-me seguro quando a Ciclovia é separada fisicamente das vias dos automóveis. Ciclofaixa, só quando o motorista brasileiro evoluir a ponto de respeitar expontaneamente o ciclista. Condutor que ainda avança sinais, transita com excesso de velocidade e desrespeita as mais básicas regras de trânsito, facilmente vai invadir ciclofaixas atropelando ciclistas que corretamente estão transitando em lugar determinado pelo poder público. Uma simples mureta ou até um meio fio já colocaria um basta na selvageria de certos motoristas que jamais deveriam assumir um volante. Na falta de educação, fiscalização e inteligência nos projetos...

Reconhecimento Público da importância do debate com isenção política:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

País Emergente...

O Brasil ganha destaque internacional surpreendendo uma geração que cresceu sonhando com a qualidade de vida do chamado Primeiro Mundo. O Cidadão da cidade do Rio de Janeiro vive uma realidade oposta aos ventos da mudança. Parece que nossos gestores procuram ser competentes no sentido de piorar tudo o que está funcionando bem. Senão vejamos:  Os Aeroportos sempre foram sinônimos de classe, conforto e eficiência. Hoje um caos. O Metrô coisa de primeiro mundo, hoje um calvário diário. Imprimir e pagar IPVA, muito simples e prático por anos, hoje uma brincadeira grosseira de incompetência com o contribuinte. Planos de saúde na UTI. Trânsito que fluia, engarrafado. Prédios que tinham o hábito de permanecerem em pé, desmoronando. Correios que até receberam prêmios de gestão, perderam o cep da eficiência e admiração da sociedade. A lista é enorme e cada leitor poderia contribuir com seu inferno particular. E tome congressos, simpósios, graduações, doutorados e os fatos demonstrando que estamos regredindo onde era de se esperar progresso na administração do bem público. O dinheiro dos impostos é meu, seu, nosso. Quando ninguém cobra eficiência, honestidade e transparência ou espera por comodidade ou mesmo impotência diante dos poderosos, os pilantras fazem a festa e ainda zombam do populacho sem cultura ou informação. Presidenta, Governador e Prefeito. Chega de viagens internacionais e vamos arrumar a casa ?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mulheres no Poder...




O fato político é que Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti, ocupam os principais cargos do Executivo Brasileiro na atualidade. No imaginário popular, um momento histórico para o poder feminino mostrar a que veio. A mulher já foi um mero objeto de decoração e de posse do Patriarcado onde jamais podia participar das conversas do seu Senhor e equiparada aos índios, menores e incapazes. Votar então, conquista mais ou menos recente. Gradativamente foi galgando conhecimento, respeito por mérito próprio e ocupando postos caracterizados como "masculinos" e apresentando resultados, por vezes, infinitamente superiores e mais éticos que seus concorrentes homens. Guardas de trânsito, motoristas profissionais, funcionárias da limpeza pública, comandantes de aviões e uma infinidade de atividades bem sucedidas foi criando uma espécie de esperança na gestão charmosa, feminina e correta das mulheres. Eleita e delegando poderes à colegas desta nova geração participativa das fêmeas da espécie, ficamos todos na expectativa de melhores rumos para o País e toda nossa sociedade. Particularmente, acredito que honestidade, conduta e caráter independem do sexo da pessoa, mas torço por melhores dias republicanos. A mulher gera a vida no seu ventre, e talvez por isto, possa ser mais séria nos destinos das nações. O homem, predador por natureza, pode ter na mulher o freio necessário para não destruir a ética, a moral e os alicerces de uma Nação, berço onde vivem seus filhos. Assim seja. Mesmo porque, do lado negro da força, ela será também muito competente. Aí, meus amigos, estamos fritos....


terça-feira, 17 de maio de 2011

Transitoriedade da Vida...

Não nos acostumamos com o imponderável da vida. O transitório parece afrontar a alma. Gostamos do permanente. Um encontro após 15 anos e o inesperado se faz presente. Casal feliz que foi ceifado pela violência urbana. Fato corriqueiro policial, mas poderia ser um atropelamento, uma pneumonia ou mesmo um viajar sem retorno. Pronto, o transitório. Aquilo que parecia firme e imutável, desmoronou. Vida é movimento e mudança à cada segundo e nós, pobres mortais, esperando que a casa nunca caia, que o patrimônio nunca se modifique e que nossos entes queridos nunca nos deixem. A ampuleta do tempo faz graça com a nossa incredulidade. Nosso bairro já não é o mesmo, as crianças que brincavam na esquina cresceram, meu pai já não vem da praia com seu calção e óculos escuros, pitando o eterno cigarro. Meu filho está com barba por fazer e eu nem me acostumei ainda a ser pai direito. Vamos tateando o terreno juntos, com o amor nos guiando. Ímpeto do novo, misturado com a cautela do "Macaco Velho". Sempre o transitório. Com tudo e todos girando ao redor, teimamos em achar que vai melhorar, que nossos sonhos enfim serão realidade. Transitoriedade da esperança. Ao rever antigos amigos e amores, sinto que existe algo que é permanente. O carinho e amor que vivenciamos nas relações verdadeiras. No turbilhão da vida, cada pessoa do nosso passado deixou algo dentro de nós. Um sorriso, uma piada, uma bronca, um olhar. No fundo, sonhamos com a eternidade, sem perceber que o eterno é só o universo em constante ebulição e transitoriedade. Se em vida somos mutantes, que nossa conduta com nossos semelhantes crie, no mínimo, uma saudade eterna...


Márcio Mourão - mmvip007@gmail.com










sábado, 9 de abril de 2011

Tragédia Escolar...


As rígidas normas de segurança das agências bancárias, prédios comerciais e condomínios residenciais irritam a maioria das pessoas no dia a dia atribulado. As escolas por serem territórios onde, geralmente, o maior valor é o conhecimento e a cultura, sempre foram de acesso fácil. A tragédia escolar em Realengo, Rio de Janeiro, demonstrou que não existe ambiente livre de desajustados, doentes e fanáticos. A cautela e prevenção deveriam vir antes da tragédia. Impedir a entrada de aluno antigo e conhecido, quase impossível. Detectar uma arma, munição e atitude estranha, fácil para qualquer profissional treinado e habilitado para a função. Um segurança com um detector de metais portátil ou entrada principal com dispositivo semelhante, evitaria não só pessoas problemáticas, mas também alunos, professores e funcionários com porte de arma ilegal. Brigas, agressões à professores, contaminação de traficantes no ambiente escolar, já deveriam ser alertas de um maior cuidado por parte de nossos gestores educacionais. Declarar na televisão que o episódio era impossível de se imaginar, é enterrar no esquecimento as armas que já foram encontradas com alunos dentro da escola, com procedência das mais diversas. O acesso do assassino foi inevitável, mas armado com poderio bélico de guerra, uma lastimável falta de percepção da atualidade conturbada e violenta. Meu desejo é que o sangue e a dor destas crianças motivem a reflexão de que vivemos uma realidade onde todos devem contribuir para uma segurança possível, inteligente e profissional. Que o choro e a comoção das nossas autoridades resultem em atitudes concretas para a segurança e o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes, usando com responsabilidade e rigor nossos impostos pagos com o suor do trabalho e não com o sangue dos nossos filhos.




terça-feira, 15 de março de 2011

Energia Nuclear...

O mundo necessita cada vez mais de energia. O chamado progresso e as ambições humanas de conforto, poder e riqueza demandam muita energia. Claro está que não possuímos ainda a tecnologia de produzir este bem de maneira limpa e ecologicamente sustentável. Toda e qualquer espécie de produção energética carrega em si problemas e consequências negativas ao homem e ao meio ambiente. Nações inteiras dependem da Energia Nuclear. Métodos eólicos, solares, marés, etc, ainda sistemas caros e sem escala para prover uma demanda continental. Sistemas totalmente imunes a falhas ainda são sonhos distantes dos cientistas e profissionais do setor nuclear. O dilema atual da sociedade planetária é que os efeitos de um desastre atômico perduram por centenas de anos, matando e adoecendo pessoas, animais e o meio ambiente. O lixo atômico até hoje, mesmo reciclado, torna-se um produto impossível de ser armazenado com total segurança. A cada acidente, reflexões isolando grandes áreas e contabilizando os doentes: Será que o custo benefício desta energia é aceitável ? Será que não podemos viver mais simplesmente e proteger pessoas, animais e a Terra ? Um Trem Bala ou grandes ambientes refrigerados justificam o surgimento de cidades fantasmas e o câncer por gerações ? - Enquanto a ciência ainda não viabiliza energia limpa e comercialmente aceitável, devemos analizar melhor nossas escolhas. O Progresso é sempre bom, mas pagar qualquer preço para construí-lo não me parece sensato. Acidentes com hidrelétricas, termoelétricas, eólicas, acontecem. Pessoas morrem, ficam doentes; mas efeitos e consequências por 300 anos, a meu ver, só a nuclear. Chernobyl está lá e, ainda por muitos anos, como um alerta para o mundo. Falei em sensatez, mas em que momentos da história fomos sensatos ?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Educação Financeira nas Escolas...

A sociedade brasileira e os setores da educação debatem e procuram melhorar os caminhos da formação das nossas crianças e jovens. A propaganda bombardeia o cidadão incitando-o ao consumo, na televisão, nas mensagens e opções dos caixas dos bancos, oferecendo empréstimos de todo tipo, nos jornais e em todos os veículos de comunicação. Uma nação rica possui, como um dos pilares, a capacidade de poupar, organizar-se para o futuro do consumo consciente. As escolas precisam melhorar na Educação Financeira dos adultos de amanhã. Ensinar a importância dos pequenos valores, que no tempo aplicado gera riquezas, na confecção de planilhas onde pode-se captar se estamos exagerando nos gastos, ou mesmo percebendo, na ponta do lápis, que gastando mais do que se ganha é o caminho mais rápido para o endividamento. Quando somos jovens, gastar representa o prazer imediato. Afinal, temos todo tempo do mundo. Tempo que vai acabando como a areia na ampuleta. Assim, quanto mais jovem entendermos que podemos, com pequenas quantias mensais, poupanças conscientes, planejar um futuro forte e seguro, melhor. Parece que por muitos anos era um tanto vergonhoso falar de dinheiro com as crianças. Menos nobre. Criou-se uma geração, ou várias, de consumidores compulsivos. Incapazes de adiar um consumo imediato, visando um projeto futuro plenamente alcançável e de sucesso. Educação Financeira nas Escolas, instrumento de desenvolvimento de uma nação, privilegiando uma mentalidade capitalista com segurança, conforto e felicidade.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lixo Tecnológico...

Procurando fazer uma limpeza geral no meu apartamento, visando uma reforma em breve, encontrei muita dificuldade em descartar meu Lixo Tecnológico (Disquetes antigos, Drives estragados, etc...). Entrei no site da Comlurb, telefonei, tudo em vão. Minha consciência ecológica faz com que permaneça com um Entulho Tecnológico em minha casa sem solução. O assunto é de interesse nacional e tão importante em época de Aquecimento Global e atitudes de cidadania, palavra que em sua dimensão maior ganha relevância frente à tímida atitude dos órgãos que deveriam zelar pela saúde do Meio Ambiente. Tecnologia é progresso. Lixo Tecnológico deveria ser solução na reciclagem e no descarte correto. Ao alcance do cidadão comum, nas ruas, nos bairros. Sem estímulo, educação e presença dos gestores do lixo, a tentação é enorme de descartar no lixo comum. Nosso Planeta Azul merece este carinho.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu vou de Táxi...

O cidadão sintonizado com a atualidade e em parceria com o que as autoridades apregoam, procura deixar seu automóvel em casa e busca alternativas para seu deslocamento. Ao me deslocar de um bairro para o outro, na zona sul carioca, fiz sinal para um táxi em Botafogo. Como de hábito, ao entrar no veículo, perguntei o nome do motorista e fiquei apavorado quando notei seu total estado alterado, por álcool ou drogas, não permitindo pronunciar seu nome corretamente. Imediatamente, antes do veículo arrancar, abrí a porta e desejei que seguisse com Deus, única atitude naquele momento de incredulidade. Já na calçada e arrependido de deixar meu carro na garagem, refletí na possibilidade do passageiro ser um idoso, um adolescente ou cidadão sem meu reflexo imediato de deixar o veículo conduzido por um motorista dito Profissional. Já lí nos jornais algumas reclamações de leitores que relatam que a lei seca não fiscaliza os Táxis. Sou favorável que a lei seja observada por todos os motoristas, indistintamente, punidos exemplarmente quando em delito. O Cidadão consciente espera responsabilidade de todos no sentido de poder confiar a sua integridade e de seus familiares nestes prestadores de serviços. Como em toda classe profissional, também sou testemunho de zelo e carinho para com seus passageiros, como no caso de transporte da minha mãe, 85 anos, em que o motorista deixou o volante e ajudou-a a sair do carro. Mais uma vez ressalta-se a importância da fiscalização séria, sem corrupção, das nossas autoridades de trânsito. Afinal, gestores do poder público também tem familiares e a roleta está nas ruas...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fantasmas do Passado...


Os mais jovens não sentiram na pele o autoritarismo e a impossibilidade de expressar livremente as suas convicções políticas e sociais. Nasceram em País Globalizado, Internet Livre e Imprensa não tutelada. Os mais velhos vivenciaram o sofrimento de uma geração com medo de exercer sua cidadania. Muitos alcançaram, como os novos ricos de hoje, bens materiais, os mesmos que tornam o atual governo quase uma unanimidade. Um carro novo, geladeira, televisão à cores, mas também um nó na garganta vendo e sabendo de amigos e pessoas contrárias ao poder vigente sendo abatido, sumido e levando choques nas partes íntimas. Nenhuma novidade, mesmo para o jovem de hoje antenado e que estudou o passado recente do nosso País. Hoje nos aterrorizamos com talibãs, terroristas e ditadores de todos os tons e agradecemos por muitos que lutaram e perderam até a vida por um ideal. A Liberdade de Expressão, de maneira educada,mas na certeza de ser respeitado na divercidade de opiniões. Pode até ser o famoso "Gato Escaldado tendo medo de água fria", mas não quero ver nossa sociedade novamente em tempos sombrios. O Presidente desta República, seja lá quem o povo escolher pelo voto soberano, não pode ter medo do debate sério e livre. Os Fantasmas do Passado não podem se animar com postura soberba de um mandatário no auge da sua popularidade. Vaidade pessoal e sedução pelo poder, jamais constou do cardápio de verdadeiros estadistas. Pão e Circo, todos gostamos, mas a índole democrática que o povo brasileiro tão bem soube preservar corre perigo nestes arroubos de prepotência e soberba. Como cidadão brasileiro aceito até as derrotas políticas, mas tenho calafrios em imaginar qualquer Lei da Mordaça no mais humilde filho desta Pátria. Fantasmas não governam uma nação, mas estão aí para que não nos esqueçamos que quanto mais unãnimes, mais humildes devemos ser. Brasil, economia forte e emergente, mas com cidadãos livres e sem medo de opinar, discordar, refletir. Acho que chegamos muito longe para aceitarmos retrocessos. Formadores de opinião somos nós, o povo. Presidente deve ser tão somente o guardião destes valores. Nunca a estrela principal. Brasil, um País de todos, inclusive dos que discordam.





sábado, 4 de setembro de 2010

Cadeirinha Veicular Infantil...



A sociedade debate a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para as crianças. Acho importante como segurança adicional, tendo inclusive vivido momento difícil, ocasião em que meu filho pequeno deixou de ser arremessado contra o teto do veículo, ao passar em quebra mola oculto em velocidade, contido pelo cinto da cadeirinha. No entanto, refletindo melhor e observando a falta do produto, devemos imaginar que automóveis são construídos para pessoas. Ter filhos, consequência natural dos proprietários. Cidadãos com filhos criados necessitam levar netos, filhos dos amigos ou o menino do vizinho. Enfim, a solução não é vender cadeirinhas e sim dotar os veículos com o acessório desde a fabricação. Quem precisa usa, os demais deixam fechado no banco traseiro, como os atuais descança braços. Não me venham vender a falácia de que não temos tecnologia para tal, pois embutir uma cadeirinha no banco traseiro não deve ser nada complicado. Assim, atende a todos, inclusive táxis, vans e demais veículos. Claro, os fabricantes de cadeirinhas é que não vão apoiar a idéia. Resolvida a questão, agora é o mais difícil para nossas autoridades; a fiscalização...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Idade do Abandono...



A medicina e os avanços tecnológicos estão proporcionando vivermos mais e melhor. A sociedade brasileira está envelhecendo e as famílias necessitam amparar, cuidar e proporcionar o merecido amor a quem, via de regra, foi incansável na dedicação aos entes queridos. Entretanto, apesar dos impostos pesados arcados por toda a população, na hora de usufruirmos de bons serviços públicos na Terceira Idade, não dispomos de amparo efetivo para idosos que precisam de atendimento especializado, de confiança e competente. Algumas iniciativas como os centros de convivência são interessantes, mas a família que já não pode arcar com os cuidados dentro de casa, por custos elevados e doenças incapacitantes, não encontra no poder público apoio no sentido de Alojamentos Dignos e com preços razoáveis. Mais uma vez os ricos proporcionam conforto e segurança aos seus idosos e os contribuintes ficam sem opção e apoio governamental. Administrar um envelhecimento saudável hoje é garantir nosso próprio futuro.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pátria de Chuteiras...



Hoje observei uma bandeira do Brasil em destaque no edifício central, no centro do Rio de Janeiro. Sonhei acordado com um dia em que os torcedores demonstrassem este patriotismo o ano inteiro, mesmo sem Copa do Mundo. Momentos em que cada brasileiro acreditasse que o time da cidadania pode e deve dar certo. Não pisar na bola da corrupção, driblar a falta de ética. Estou com 53 anos e ainda sonhei vendo aquela bandeira tremular. Hexacampeão da esperança...

Congestionamento Automotivo...



Carros novos nas ruas. Clima de primeiro mundo. Tecnologia embarcada de conforto e segurança. Variedade imensa de marcas e modelos. Aparência de País próspero e sociedade civilizada. Todos parados, engarrafados e poluindo uma barbaridade. Cotidiano de stress, agressividade e desperdício. Milhares de anos de evolução para culminar preso dentro de veículos onde caminhar seria mais rápido e produtivo. Homo Sapiens ?

terça-feira, 16 de março de 2010

Fórmula Indy no Brasil...

Cheguei aos 52 anos assistindo a política dos apadrinhados e nepotismos em todas as áreas do País. Imagino quantos profissionais realmente preparados neste setor de pavimentação querendo trabalhar sério e sem oportunidades. Não importa se em competições ou estradas e avenidas das nossas cidades. Não entendo de asfaltos e pisos, mas sei muito sobre pagar impostos, pedágios e assemelhados. Importante o mundo saber que tipo de Gestores prestigiamos por aqui. Vergonha o ocorrido na Fórmula Indy em São Paulo, não da capacidade brasileira, mas da conduta de não colocar as pessoas certas, nos lugares certos, sem baixa política, sem apadrinhamentos, visando vantagens pessoais. Exemplos não faltam: Moro em Ipanema, Rio de Janeiro. A Avenida Vieira Souto, com sua importância inclusive turística, está acabada com lombadas, asfalto derretido e formando costelas, depressões. Enfim, já quitei a vista meu IPVA de 2010......para as meias e cuecas dos mandatários desta Nação !!!!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cidadão Livre...


A vantagem de viver muito é poder captar rápido as tendências e os perigos de certas políticas "bem intencionadas". Veladamente, de maneira sorrateira, atitudes governamentais tentam impedir reflexões contrárias ao interesse político vigente. Como ser humano tenho muitos medos, o maior deles é não poder expressar-me claramente de maneira ética e civilizada. Estudante nas décadas de 60 e 70, sou de uma geração mutilada em sua capacidade democrática. Pão e Circo sem liberdade é escravidão. Cidadão Livre admira a máxima de Voltaire, escritor e filósofo Francês: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las". Justo, corajoso e progressista. Presidente, destaque-se por seus méritos e nunca calando seus inimigos por postura autoritária. Gestor Global não deve trilhar caminhos sombrios, a nova geração internet possui no sangue o DNA da liberdade e censura nunca foi boa conselheira. A sociedade brasileira não admite retrocessos. Custou sangue, vidas, ideais. Permanecemos alertas...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

País Solidário...


A catástrofe do Haiti motiva ajuda internacional justa e humanitária. O Brasil entrou com um valor global só superado pelos Americanos. Meu pai possui um processo já transitado e julgado que data já em 37 anos tendo como Ré a Caixa Econômica Federal. Embroma daqui, enrola dalí e nada. Amigos ex-Varig aguardam processos semelhantes e muitos leitores deste jornal colecionam decisões jurídicas semelhantes. Ajudar ao próximo é dever moral e respeito entre as nações. Entretanto, devemos saldar as dívidas internas e depois tentar arrumar a casa dos outros. Presidente, este dinheiro é meu, do meu vizinho, do povo. O Haitiano está passando fome, e o brasileiro nada em dinheiro ? - Figurar na imprensa mundial é lindo e politicamente interessante, mas cumprir ações judiciais com os brasileiros não repercute tanto, não é Presidente ? Que Democracia é esta que o poder Judiciário fica refém do poder econômico e dos interesses de estado ? Natural que queiram calar a boca do povo, da imprensa livre e dos meios de comunicação. Pode estragar a festa, certo Presidente ? - Um País de todos, mas mais de alguns privilegiados. Deus proteja o Haiti, mas não nos abandone...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Brasil Moderno


A minha geração vivenciou um País com forte complexo de inferioridade mundial. Tudo que vinha de fora, importado, era melhor e mais sofisticado. O sonho de adolescente era ser americano, alemão ou mesmo estudar e voltar com um diploma conquistado no exterior, abrindo portas diante de gestores também colonizados e deslumbrados. Sobrevivi aos anos e hoje posso perceber um povo mais maduro e consciente do seu valor. Capaz de entender que qualquer nação, civilização, tem seus pontos positivos e negativos. Todos temos brilhantismo e dores de barriga, vitórias e derrotas. Somatórios de acertos e erros de vários presidentes, partidos e cidadãos. A síndrome do vira lata, porém, impõe vícios que temos de nos livrar. Nossa aviação e aeroportos já foram de primeiro mundo, hoje chafurda na lama. Nosso metrô carioca era uma ilha de eficiência e conforto, hoje é uma filial do inferno. Estradas e ruas que invejam o solo lunar. Ferrovias de passageiros enferrujando ao tempo. Hospitais públicos imundos e homicidas. Segurança e educação precários e tantos outros exemplos diariamente ofuscando nosso amor próprio de cidadão. Tudo que funciona bem, encontramos um jeito brasileiro de estragar. Nossos governantes já perceberam que o povo hoje acredita que pode ser estrela mundial, País de primeiro mundo, e precisam ter cuidado com métodos antigos de liderança política. O tumor ainda não explodiu, mas o povão cada vez mais está acreditando que pode deixar de ser o vira lata do Mundo e começa a não aceitar os velhos coronéis das cuecas, meias e panetones. Acautelem-se...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Ironia dos descartáveis...


A minha geração viveu a ilusão dos descartáveis. A modernidade indicava que utensílios de uso único era sinônimo de higiene e praticidade. Lavar copos, pratos e armazenar garrafas para trocar no bar da esquina passava a ser antiquado e retrógrado. Instalou-se uma indústria produtiva que vendia comida rápida, prática e sem o ônus de lavar, secar e guardar. Hoje ainda vivemos esta realidade. Entretanto, todos já percebemos que esta prática inviabiliza o equilíbrio saudável do Planeta. Garrafas Pet circulam nos Oceanos ressaltando a irresponsabilidade da civilização atual. O que era bacana e moderno na minha adolescência, hoje ameaça a Terra de maneira inequívoca. O Glamour dos Descartáveis precisa dar lugar ao reutilizável. Amar seu faqueiro novamente, pendurar sua sacola de compras na área de serviço como ainda está viva na memória dos mais velhos. Modernidade hoje é tentar deixar o mínimo do seu rastro no meio ambiente, procurando preservar uma qualidade de vida aceitável. Desafio hoje para todas as gerações contemporâneas. A ironia dos descartáveis é que um dia, a própria Terra, pode considerá-lo supérfluo e pernicioso. A vida na Terra ainda não é Reciclável...